A Grande Trapaça Digital
O livro sobre como Spotify, TikTok e as Big Techs mudaram a música, os artistas e até a maneira como a gente escuta o mundo. Pré-venda aberta com valor promocional
Passei os últimos anos tentando entender uma sensação estranha que talvez muita gente tenha percebido sem conseguir explicar direito: em algum momento a música deixou de ocupar o centro da vida para virar pano de fundo do cotidiano. Quer dizer, não exatamente da minha — porque continuo ouvindo discos como quem senta para assistir a um filme — mas da vida em geral.
E dá-lhe gente usando música para tudo. Para lavar louça, trabalhar, estudar, correr, responder e-mail, dormir, existir. O play virou gesto automático. Um dedo toca a tela no ônibus, na fila, antes de dormir. O algoritmo registra. Outra música entra. Depois outra. Tudo parece conveniente, ilimitado, democrático. Um parque de diversões sonoro sem fim.
Mas enquanto ganhávamos acesso praticamente total à música do planeta, aconteceu silenciosamente uma das maiores transferências de poder da história da cultura.
Foi disso que nasceu “A Grande Trapaça Digital (Como as Big Techs destruíram a música, enganaram o público e sequestraram a nossa alma sonora)”.
O livro reconstrói como Napster, iTunes, Spotify, TikTok e o universo das plataformas foram mudando não apenas a indústria musical, mas também a forma como ouvimos, descobrimos, valorizamos e até criamos música.
Ao longo da pesquisa, comecei a perceber um padrão inquietante: a canção foi perdendo centralidade.
A música passou a funcionar cada vez mais como combustível de sistemas desenhados para retenção, coleta de dados e permanência infinita dentro das plataformas.
Playlists substituíram descoberta orgânica.
Algoritmos ocuparam o lugar da curadoria humana.
Músicas começaram a ser moldadas para evitar o skip.
Refrões foram antecipados.
Introduções comprimidas.
O TikTok passou a influenciar canções antes mesmo delas terminarem de ser compostas.
E talvez o mais profundo: a música deixou de ser experiência inteira para virar fragmento convivendo com notificações, rolagem infinita e distração permanente.
Mas no meio dessa investigação aconteceu uma coisa curiosa.
Enquanto pesquisava plataformas, algoritmos, streaming e transformação da indústria, comecei a encontrar outro conjunto de perguntas. Mais subjetivas, mais emocionais, quase físicas.
Por que amamos determinadas músicas?
Por que odiamos outras?
Por que certas canções atravessam a gente de maneira tão violenta?
Por que algumas músicas viram memória, identidade, religião pessoal?
E o que acontece com nossa percepção quando a escuta passa a viver esmagada por excesso, velocidade e ansiedade constante?
Foi aí que surgiu “A Fissura Musical (Por que amamos o que amamos, odiamos o que abominamos e as respostas sonoras que nunca te deram)”.
Se “A Grande Trapaça Digital” investiga poder, plataformas e transformação estrutural da música, “A Fissura Musical” funciona como seu lado emocional, psicológico e humano. O lado B da história.
E gosto justamente dessa ideia de Lado A e Lado B.
Porque os dois livros foram pensados como um disco. Ou como uma fita cassete. Daquele tempo em que as histórias tinham duração, sequência, atmosfera e desenvolvimento. Quando ouvir música ainda era também entrar num universo inteiro, e não apenas consumir pedaços soltos num feed infinito.
“A Grande Trapaça Digital” olha para a engrenagem.
“A Fissura Musical” olha para o que ela fez dentro da gente.
No fundo, os dois livros tentam responder à mesma pergunta: o que aconteceu com nossa experiência de ouvir música quando plataformas passaram a disputar não apenas nossa atenção, mas também nossa sensibilidade?
O livro, com seus Lados A e B, já está em pré-venda com valor promocional:
Pré-venda de A Grande Trapaça Digital





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